
Estudo com 2.494 adultos mostra que mais de 80% da população do Rio Grande do Sul foi afetada de alguma forma pelas inundações de 2024, e quase um terço enfrentou sobrecarga, como deslocamento, falta de energia e perdas materiais.
Entre os mais impactados, os sintomas moderados a graves de ansiedade e depressão aumentaram de forma expressiva: a ansiedade foi 77% maior do que o esperado, e a depressão, 129%.
Pessoas que precisaram deixar suas casas, tinham menor escolaridade ou viviam sozinhas apresentaram maior risco de sofrimento psíquico. Os resultados evidenciam que os efeitos do desastre se prolongam no tempo e atingem de forma mais intensa os grupos socialmente vulneráveis.