
De 2012 a 2021, a Amazônia Legal registrou 6.505 conflitos por terra, com aumento expressivo após 2016. Maranhão, Pará e Rondônia concentraram 57,1% das ocorrências, e o estado de Roraima teve crescimento significativo devido à violência contra territórios indígenas.
O estudo do novo Suplemento Temático aponta a interiorização das violências para novas áreas da Amazônia ocidental, onde o controle da terra se torna disputa central entre diferentes modelos de desenvolvimento. Fazendeiros (31,9%), grileiros (17,5%) e empresários (16,1%) foram os principais responsáveis pelos conflitos, que afetaram especialmente posseiros, indígenas e quilombolas.