
🦟 Estudo analisou a distribuição geoespacial de 16.571 casos de febre do Oropouche e de 379 de febre do Mayaro entre 2015 e janeiro de 2025. E os resultados mostram como as doenças seguem negligenciadas e subnotificadas e, muitas vezes, confundidas com outras arboviroses.
Os casos se concentram principalmente na Região Norte, com clusters de alta incidência de Oropouche no Amazonas, no Acre e em Rondônia, e também no Espírito Santo. Já o Mayaro apresentou aglomerados no Pará, no Amazonas e no Roraima, além de pontos no Centro-Oeste. Adultos jovens foram os mais afetados, com idade média de 37-38 anos.
🌳 A análise espacial ainda aponta uma relação entre áreas de maior incidência e regiões intensamente desmatadas da Amazônia. Expansão agrícola, degradação ambiental e crescimento urbano podem favorecer a circulação desses vírus e ampliar o risco de novas epidemias.
📍Confira: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/9705